" Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome do nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós, dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer". I Co 1.10.
Ouvindo os antigos Obreiros da primeira geração da Assembléia de Deus e sentindo o diluir muito sorrateiro dos princípios fundamentais por eles esposados e ensinados, preocupamo-nos com o futuro da Igreja neste País, tendo em vista os desencontros doutrinários surgidos atualmente. Resultados da época em que vivemos, dada a distância entre 1911 e 1979, essas discrepâncias se assemelham àquelas ocorridas a partir de meados do primeiro século, quando a Igreja se viu influenciada por falsos Obreiros, que introduziram idéias errôneas refutadas pelos apóstolos em suas cartas.
A ocorrência de elementos judaizantes em Roma e na Galácia, pondo em dúvida a salvação dos crentes dessas regiões, por exemplo, motivou o apóstolo Paulo a escrever duas grandes epístolas tratando do assunto. Em Gálatas 1.6 ele disse:" Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho". Escrevendo aos Colossenses no capítulo 2.8-9, advertiu aos irmãos contra os gnósticos (corrente filosófica que afirmava ser o espírito bom e a carne má; logo, Jesus não teria vindo em carne). Em I João 4 e na segunda epístola desse mesmo apóstolo v.7, vemos que ele enfrentou o mesmo problema. Já que em Colossenses 2. 13,14 Paulo refutou as idéias dos judeus no seio dessa igreja. Quando ele escreveu a Timóteo, disse: "...roguei...advertires a alguns que não ensinem outra doutrina". Tm 1.3. Nessa Mesma carta também admoestou do seguinte modo: "tem cuidado de ti mesmo e da doutrina..."Paulo admitia, portanto, a possibilidade da infiltração de ensinos heréticos. Ele exortou, ainda a Tito para que retivesse firme a fiel palavra que é conforme a doutrina, por causa dos contradizentes, Tt 1.9; 2.1.
A Bíblia diz que "virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade..." II Tm 4.3. Em II Pedro também está escrito: "E também entre o povo houve falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou..." Portanto, a palavra de Deus nos previne, lembrando-nos dessas predições feitas pelos apóstolos, Jd 17-19.
Paulo recomendou a Timóteo para que transmitisse a outros o que havia aprendido com ele. Estes, por sua vez, deveriam levar adiante tais ensinamentos, II Tm. 2.2. A nossa Igreja principiou com homens bem fundamentados nas Escrituras, grandes doutrinadores que falavam a mesma linguagem. Todavia, já não se pode dizer que, hoje, todos seguem a posição desses mestres, pois têm surgido novos ensinadores, muitos dos quais suscitam interpretações duvidosas, diferentes das cridas e sustentadas pelo nosso povo durante tantos anos. Eis alguns assuntos mais arbitrários e incoerentes: batismo no Espírito Santo sem evidência (as línguas estranhas); estado intermediário (da morte à ressurreição) de inconsciência; idéias calvinistas sobre a salvação etc. o povo evangélico em geral se está identificando, atualmente, através de congressos, retiros, grandes encontros, escolas etc. Estes fatos reconhecemos, são causadores inevitáveis de influências doutrinárias.Além disso, poderíamos atribuir o problema à vasta gama de literatura carregada desses vírus contagiantes. Portanto, convém resguardar a doutrina esposada pela igreja desde o princípio a fim de que a próxima geração de pentecostais possa desenvolver seu trabalho em bases firmes.